Incidência de lesões musculoesqueléticas em gramados natural e sintético na Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2024: Um estudo retrospectivo
Source: PubMed Central Open Access, NCBI / U.S. National Library of Medicine
Resumo Objetivo Descrever e comparar partidas disputadas em gramado sintético e gramado natural na Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol, com foco específico na incidência e na distribuição observadas de lesões musculoesqueléticas. Métodos Neste estudo observacional e retrospectivo, foram analisados todos os 380 jogos da temporada de 2024. Os dados sobre o tipo de gramado, as características das partidas e as lesões foram obtidos exclusivamente de fontes secundárias acessíveis ao público, como ooficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF;) e os principais meios de comunicação nacionais. Foram excluídos casos com informações conflitantes. A exposição durante as partidas foi estimada, presumindo-se 22 jogadores e 90 minutos, com a incidência expressa como lesões por mil horas-jogador. Subanálises excluíram relesões anteriores e casos de trauma direto. Resultados Um total de 88 lesões foi registrado, o que indica 6,6 por mil horas-jogador em gramado natural, em comparação com 9,5 por mil horas-jogador em gramado sintético. As lesões nos isquiotibiais e as entorses de tornozelo foram os tipos mais frequentemente observados. Quanto aos gramados, o de elastômero termoplástico (, TPE, em inglês) apresentou as maiores taxas entre os sintéticos, ao passo que o azevém perene apresentou as maiores taxas entre os naturais. O número de lesões variou conforme o contexto, com taxas notáveis observadas em gramado sintético durante as partidas da tarde ou da noite e em temperatur
Abstract
Resumo Objetivo Descrever e comparar partidas disputadas em gramado sintético e gramado natural na Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol, com foco específico na incidência e na distribuição observadas de lesões musculoesqueléticas. Métodos Neste estudo observacional e retrospectivo, foram analisados todos os 380 jogos da temporada de 2024. Os dados sobre o tipo de gramado, as características das partidas e as lesões foram obtidos exclusivamente de fontes secundárias acessíveis ao público, como ooficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF;) e os principais meios de comunicação nacionais. Foram excluídos casos com informações conflitantes. A exposição durante as partidas foi estimada, presumindo-se 22 jogadores e 90 minutos, com a incidência expressa como lesões por mil horas-jogador. Subanálises excluíram relesões anteriores e casos de trauma direto. Resultados Um total de 88 lesões foi registrado, o que indica 6,6 por mil horas-jogador em gramado natural, em comparação com 9,5 por mil horas-jogador em gramado sintético. As lesões nos isquiotibiais e as entorses de tornozelo foram os tipos mais frequentemente observados. Quanto aos gramados, o de elastômero termoplástico (, TPE, em inglês) apresentou as maiores taxas entre os sintéticos, ao passo que o azevém perene apresentou as maiores taxas entre os naturais. O número de lesões variou conforme o contexto, com taxas notáveis observadas em gramado sintético durante as partidas da tarde ou da noite e em temperaturas mais baixas. Os tratamentos cirúrgicos foram observados frequentemente com relação ao gramado natural, ao passo que os tempos de recuperação diferiram minimamente. Notavelmente, uma equipe cujo estádio era de gramado sintético e outra cujo estádio era de gramado natural registraram totais de lesões iguais. Conclusão As diferenças na ocorrência de lesões entre os tipos de gramado foram mínimas. Considerando-se o desenho retrospectivo, a confiança nos dados secundários, o potencial de subnotificação e o controle limitado de fatores de confusão, os resultados representam associações observacionais. Estudos prospectivos com vigilância padronizada são necessários.
